segunda-feira, 23 de maio de 2011

Homem objeto

Ela abriu a porta e lá estava ele parado. Não era muito bonito, mas isso não importava. Ela sabia que os homens bonitos geralmente são fracos na cama. Os homens costumam dizer isso das mulheres também, que as muito bonitas estão acostumadas com tudo fácil e as menos bonitas se esforçam mais. Enfim, a beleza não importava. O que importa mesmo é o tamanho do pênis e a ereção do cara. Ela não tinha paciência com homens que demoravam para ficar no ponto, daquele tipo que necessita de muito estímulo para mandar ver. Gostava mesmo era dos homens facinhos e com pau de bom tamanho. Porque miniatura ninguém merece, né? Enfim, deu uma avaliada no cara e achou que ele tinha potencial.

- Entre - Ela convidou secamente.

E assim que ele entrou ela já deu a primeira ordem:

- Tire a roupa.

Ele ficou constrangido com o tom firme e direto que ela usava e pensou em ir embora. Mas, ao mesmo tempo, também ficou excitado com a situação inusitada e resolveu obedecer. Olhou para ela e perguntou se era para tirar tudo.

- Tira tudo, anda logo! - Ela respondeu irritada.

Enquanto ele se despia, ela observava os detalhes do seu corpo com meio sorriso no rosto. Ele deu algumas olhadas furtivas para ela, mas não conseguia entender bem sua expressão. Ao mesmo tempo que ela parecia estar gostando, também havia uma certa indiferença em seu rosto. O que será que vem agora, pensou? Mas o pior foi o que não veio. Quando ele estava completmente nu, ela passou um longo tempo observando seu corpo, em silêncio e sempre com a mesma expressão. Ficou assim por uns cinco minutos, que para ele, ali em pé, completamente nu, sendo observado por aquela mulher estranha, pareceram uma eternidade. Já não sabia mais o que fazer com as mãos, nem tinha mais posição em que se sentisse à vontade.

- O que é para eu fazer agora? Perguntou.
- Cale a boca!
- Mas...
- Pscht!

Ele se calou e baixou a cabeça.

- Vá buscar uma cerveja para mim, na geladeira.
- Posso pegar uma para mim também?
- Pschhht!

Ele troxe a cerveja e se resignou. Em pé, observava ela beber e aguardava a próxima ordem, em silêncio. Percebeu que, de certa forma, era confortável apenas obedecer, pois assim não precisava pensar, nem se esforçar para adivinhar o que a agradaria, bastava seguir as ordens.

- Vem cá.

Quando ele se aproximou, ela pegou seu pau e o enfiou na boca, sem cerimônia. Ele olhava para ela enquanto ela chupava. Seu rosto era bonito e delicado e ela parecia gostar do que estava fazendo.

- Fique duro logo - Ela disse, em tom impaciente.

Ele fechou os olhos e se concentrou  na sensação. Estava bom, ela sabia o que estava fazendo: Lambia e chupava deliciosamente. Finalmente ele pode curtir um pouco a noite. Logo sua ereção estava no ponto.

- Ponha esta camisinha e deite na cama.

Deite na cama... Ele pensou. Nunca se sentira tão usado, mas estava gostando da sensação. Deitou e aproveitou para observar o corpo dela. Era um mulher bonita, tinha formas sinuosas, seu corpo era bem feminino. Não era muito nova, mas estava com tudo em cima. Ela veio e sentou-se por cima dele. Nem exigiu preliminares, estava muito molhada, a penetração foi fácil. Ela cavalgou em seu corpo e logo chegou ao orgasmo. Que mulher interessante! Ele pensou. Mas logo ela parou e disse secamente:

- Pronto, pode ir embora!
- Como assim?
- Vista-se e vá embora, não te quero mais.
- Eu não vou gozar?
- Não, já terminei.
- Ei, como assim? Vai me deixar na mão?
- Vou, já foi o suficiente para mim.
- Está pensando que eu sou o que???
- Um objeto descartável.
- Como assim? Quem você pensa que é?
- Uma rainha e você é apenas um escravo, que deve oberdecer às minhas ordens.
- Eu não sou seu escravo porra nenhuma!!! Vim aqui para me divertir, como combinamos! Lembra-se daquelas longas conversas que tivemos no messenger? Você me prometeu uma noite quente!
- Você já teve mais do que merecia, até fiz um boquete... Seu frouxo! Agora ponha-se daqui pra fora! Rua! Saia daqui que eu não aguento mais olhar para essa sua cara de babaca!
- Babaca é você, sua arrogante! Eu não saio daqui sem gozar!

E dizendo isso pegou-a pela cabeça a e enfiou o pênis em sua boca.

- Chupa sua vadia! E chupa direito senão te dou uma porrada!

E foi movimentando a cabeça no ritmo que mais lhe agradava. Logo seu pau já estava duro novamente, ele a jogou na cama, de quatro, e meteu sem dó.

- Toma sua cadela, agora você vai ver o que é bom!

Ela gritava loucamente e quanto mais ela gritava, mais ele se excitava e logo gozou forte, como há muito tempo não gozava. Ele caiu então na cama e enquanto ainda estava semi-consciente, ela alisou seu rosto e lhe deu um beijo terno.

- Você foi perfeito, meu querido, fez tudo o que eu queria! Precisamos repetir mais vezes....

terça-feira, 1 de março de 2011

O abduzido

Ele chegou correndo, abriu a porta com força, parecia exausto e assustado. Estava ofegante e gritou em um único fôlego:

- Querida, finalmente eles me libertaram!

Ela veio da cozinha, para ver o que estava acontecendo. Ele já estava jogado no sofá, todo suado e respirando com dificuldade.

- O que houve? - Ela perguntou calmamente.

- Fui abduzido - Ele disse baixinho, como quem conta um segredo - Mas não se preocupe, agora já está tudo bem.

- Ah, é? Como foi isso?

- Eram ETs, de um planeta desconhecido.

- O que eles vieram fazer na Terra?

- Vieram capturar seres humanos para suas pesquisas. Eles me pegaram quando eu estava vindo para casa. Era uma nave enorme, eles me puxaram com um raio e me levaram para dentro da nave. De lá fomos para esse outro planeta. Eu não sei quanto tempo demorou, perdi a noção do tempo. Quanto tempo estive fora?

- Só algumas horas. Eu nem fiquei preocupada...

- Você não poderia imaginar o que estava acontecendo!

- E esse cheiro de cerveja?

- Eles me deram um copo e me obrigaram a tomar. Era um líquido parecido com cerveja, mas um pouco diferente. Não estava bem gelada...

- Ah, que coisa estranha. Capturar um ser humano para obrigá-lo a beber cerveja. Qual seria o objetivo disso?

- Eles queriam conhecer os hábitos e desejos dos homens da Terra. Mas a cerveja tinha algum componente estranho, tipo um soro da verdade.

- E para que lhe deram soro da verdade?

- Ah, eles queriam saber quais seriam os verdadeiros desejos de um homem da Terra. Após beber a cerveja, apareceu um carro à minha frente. Era uma Ferrari vermelha, linda!

- Nossa, como eles tinham uma Ferrari lá?

- Ah, isso eu não sei, mas eu gostei de entrar no carro. Eu podia ligar o motor, acelerar e mover a direção, mas o carro não saia do lugar.

- E você ficou com medo?

- Nessa hora até que não, eu estava me divertindo!

- Ah é? E depois, acabou a diversão?

-Depois começou a ficar angustiante. Começaram a sair cintos de segurança de todos os lados: Primeiro um cinto comum, que desceu e fechou automaticamente. Depois veio outro, de baixo para cima que subiu até o pescoço e prendeu dos dois lados da minha cabeça. Aí veio um por trás, que ia se enrolando em meu corpo e me deixou completamente imobilizado. Então eu fiquei totalmente amarrado e só conseguia mover a cabeça.

- Imagino que isso tenha sido bem angustiante.

- Sim, bastante. Eu comecei a gritar e logo veio uma mulher. Ela tinha um tom bem autoritário. Disse para eu calar a boca e obedecer às suas ordens senão seria punido.

- Uma mulher? Como ela era?

- Era bonita. Claro que não tanto quanto você, querida! Mas era bem bonita sim. Tinha uns vinte e cinco anos, loira, com uns peitões bem empinados e uma bundona redonda. Usava uma roupa de couro bem agarrada e decotada, tipo a mulher-gato do Batman.

- Hum... E o que mais ela fez?

- Disse que eu estava agindo como um idiota ali dentro daquele carro. Quando eu retruquei ela me deu um tapa na boca e logo em seguida um beijo. Eu juro que não podia fazer nada para evitar! Então ela perguntou se eu queria mais alguma coisa, com um sorriso cínico.

- E o que você respondeu?

- Eu pedi mais uma cerveja. Aí ela deu uma abaixadinha e eu vi os peitões como que saltando para fora da roupa. Eram mesmo muito grandes.... Mas eu juro que olhei sem querer! Depois ela virou de costas e saiu rebolando. A roupa era muito colada, dava para ver a marca da calcinha, minúscula...

- Sei.

- Foi só isso, ela ia e vinha trazendo as cervejas, abaixava para me dar a cerveja na boca, eu via os peitões... Às vezes ela derramava cerveja nos peitões e me obrigava a lamber... Eu tinha que obedecer, estava imobilizado, totalmente à mercê dela.


- E você estava sozinho lá?

- Não, tinha outros caras também... E tinha também um telão passando jogo de futebol. O Corinthians ganhou...

- Seu palhaço, sua imaginação fica mesmo muito fértil quando você bebe! Por que não disse logo que estava no boteco da esquina assistindo ao jogo do Corinthians?

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A calcinha

Era uma calcinha vermelha, dessas bem pequenas. Desse tipo que não cobre nada atrás, tem só um fiozinho que fica enfiado na bunda. E um coração de pedrinhas brilhantes, unindo as três pontas do fio. Era uma calcinha que ela jamais usaria. Não por pudor ou preconceito, mas porque não achava que calcinhas "fio-dental" fossem adequadas ao seu tipo físico. Há que se manter a elegância! Sua bunda era magrinha, assim, meio achatada, dessas quase sem rego. Não que fosse muito feia, mas também não era desse tipo de bunda que chama a atenção. Era uma bunda... insignificante. Na verdade, ela não gostava mesmo da sua bunda e por isso não usava esse tipo de calcinha. Jamais usaria uma calcinha de renda vermelha, fio-dental, com coração de strass, como a que achou no bolso do paletó do marido. O primeiro impulso foi esfregar a calcinha na cara do safado e perguntar: De quem é isso? Há quanto tempo vocês têm um caso? E em seguida pedir o divórcio. Após 24 anos de casamento. Quase bodas de prata. Festa preparada, organizada pelos filhos. Imagina a reação dos filhos! Convites enviados... Achou melhor não dizer nada por enquanto. Homem sempre mente. Era capaz de inventar uma desculpa. Melhor que ele não soubesse que ela sabia. Uma vez dito, não pode ser desdito então é melhor ficar quieta até pensar em um plano melhor. E guardou a calcinha novamente no bolso do paletó.

No dia seguinte, depois que ele saiu, foi lá conferir e a calcinha não estava. Ele levou o paletó e a calcinha no bolso. Desgraçado, certamente vai encontrar a vadia! Como será ela? Para usar uma calcinha assim deve ter uma bunda incrível. E ficou imaginando a bunda da vagabunda: Dura, empinada, farta. Redonda, cheia, lisa. Glútea, brilhante, perfeita! Dessas que todo homem vira a cara para olhar. Dessas de mulata-de-escola-de-samba-globeleza. Dessas que engolem uma calcinha inteira... Sobra só o coraçãozinho em cima, o resto fica perdido no meio das entranhas. Sabe-se lá até onde se enfia esse tipo de calcinha! Ela não sabia, nunca usou.

Podia ver o marido olhando aquela bunda enorme com a calcinha enfiada. Ajoelhado, babando, rastejando, apalpando a bunda indecente. E a bunda rebolando. Aquela bunda que era muito melhor que a sua. Imaginou sua bunda ínfima ao lado da bunda poderosa, o marido apalpando as duas bundas, uma com cada mão, as duas lado-a-lado. A outra rebolando cada vez mais rápido e a sua completamente travada. A outra dançando funk: Abaixando e rebolando... Levantando e rebolando. A sua cada vez mais tímida. E o marido apalpando as duas. Começou a chorar pela tristeza da sua bunda inóspita e pelos quase 25 anos de casamento jogados no ralo do esgoto.

Devia ser burra, a fulana. Porque, com uma bunda dessas, podia arrumar coisa melhor que o seu marido. Bem melhor, e não era difícil. Vai ver que é pobre, a coitada. Dessas pilantras que querem dar golpe em otário. Porque para querer um senhor barrigudo, careca e de bigode amarelado pelo péssimo hábito de fumar cachimbo, só mesmo se estiver interessada no dinheiro. Fazem o cara ficar louco, tiram tudo o que tem e depois caem fora com um amante saradão. Às vezes o amante até dá surra no otário. Merecida essa surra, otário que trai esposa decente tem mais é que apanhar mesmo! Imaginou o velho safado levando porrada do malandro sarado. Bem saradão... Depois o marido voltando com a cara lavada, pedindo perdão para ela. Ah, isso ela não ia aceitar! Nem que ele peça de joelhos. Implore. Nem que se humilhe. Rasteja seu imundo, volta pra lama de onde veio, que lá é o seu lugar!

Engoliu as lágrimas e decidiu tirar a história a limpo. Não ia esperar a vagabunda consumir toda a sua vida. Tomou um banho, vestiu uma roupa decente e foi em direção ao escritório dele. Será que é lá que ele encontra a vadia? Era advogado e trabalhava sozinho. Podia apalpar quantas bundas quisesse em horário comercial, sem ninguém notar. Desgraçado! E sempre fazendo pose de homem honesto, marido exemplar. Belo exemplo de cafajeste, fazendo orgias no escritório. Sabe-se lá que tipo de antro era aquilo. E a tal secretária nova? Será que a bunda era da secretária? Ela não a conhecia. Só podia ser ela! Tinha uma voz rouca. Voz de disque-sexo. Voz de vagabunda. Dessas que ficam empinando a bunda e falando coisas indecentes para os homens, fazendo cara de safada, com o dedo na boca. Imaginou a secretária loira, com o cabelo até a cintura, quase chegando no coração da calcinha, deitada de bruços em cima da mesa do marido e falando indecências ao telefone. E o marido passando a mão na bunda.

Levou a cópia da chave que o marido deixava em casa. Entrou no escritório sorrateiramente, a secretária não estava na recepção. Tudo em silêncio. Na porta da sala dele um aviso de "não perturbe". É agora! Abriu bem devagar uma frestinha na porta e encostou um olho. Algo se movia. Viu de relance uma parte da calcinha. Depois viu uma bunda na calcinha. A bunda se moveu e saiu do seu campo de visão. Tremendo dos pés à cabeça, soltou um grito lancinante e abriu a porta de uma vez.

Ao ouvir o grito da mulher, a secretária voltou correndo do banheiro. Era uma senhora baixinha e atarracada, que tinha uma pinta preta sobre o lábio superior e usava óculos pesados. Ao entrar na sala, deparou-se com uma mulher trêmula e estupefata, gritando histericamente diante do seu chefe, aquele senhor barrigudo, careca e de bigode amarelado, quase nu, vestido apenas com uma calcinha vermelha. Fio-dental.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dia de Personal

Toda segunda era dia de malhar, logo cedo. Para ela, a semana começava assim. Levantou ao primeiro toque do despertador, tomou um banho demorado, prendeu cuidadosamente os cabelos, passou um batom leve, depois vestiu a roupa justinha e olhou-se no espelho. "Cada vez melhor", pensou. E tudo graças ao treino que vinha fazendo há quase um ano.

A campainha tocou, era o personal! Mas por que ela estava tão animada? Para fazer exercícios, logo na segunda-feira de manhã? Claro que não! Ela estava animada porque estaria com seu Personal Trainer novamente e ele era lindo. Moreno, alto, o corpo esculpido em músculos perfeitos. Um verdadeiro Deus grego! E além de ser lindo-maravilhoso ele era simpático. E meigo! Tinha o olhar um pouco ingênuo que era o que mais a encantava. Ele era mesmo tudo de bom e por isso ela acordava tão cedo e tão animada às segundas-feiras para recebê-lo.

Abriu a porta e ele entrou com seu sorriso encantador, cheio de dentes perfeitos. Cumprimentou-a com um beijinho e logo iniciaram o treino. Sempre que podia, ela dava uma mirada discreta em alguma parte do corpo dele. Tinha uma tatuagem no ombro que às vezes dava para entrever pela camiseta. Durante os exercícios abdominais, a cada vez que subia tentava ver a tatuagem e ficava imaginando como seria lamber aquele ombro musculoso. Começaria lambendo a tatuagem em movimentos circulares, passando pelo pescoço, indo em direção àquele maravilhoso tríceps, passando depois pelo bíceps perfeito de atleta e de lá sua lingua seguiria ávida até o tórax... hummmm... Mas agora os músculos que importavam mesmo eram os abdominais: Os dela. E ela subia e descia, sofridamente, enquanto ele contava seus movimentos e ordenava que continuasse. Como não obecer às ordens de um deus! E assim sua barriguinha ia ficando cada vez mais definida. Mais um, mais um, nada de moleza! Que dor, que cansaço, que nada! Vamos lá que você aguenta! Ele dizia. E ela subia e descia. Continua! Não vai parar agora! Mais um que você aguenta! E ela obedecia...

Depois ele resolveu dar ênfase nos glúteos e coxas. Ela nem fazia muita questão, achava que essa parte já estava boa, mas ele insistiu. Ela ficou imaginando que talvez ele quisesse deixá-la mais gostosa. Por que ele iria querer isso? Seriam recíprocos seus desejos lascivos? Apoiada de quatro no chão, ela subia e descia as pernas e ficou pensando se ele olhava para sua bunda. E quanto mais achava que ele poderia desejá-la, mais se empenhava nos movimentos. Subindo... Descendo... Chega de moleza, vamos lá! Levanta essa perna direito, mais alto! Ele dizia. E ela imaginava ele chegando por trás e agarrando seus quadris com aquelas mãos enormes e poderosas. E as mesmas mãos abaixando sua calça pra que a boca pudesse beijar suas nádegas, a língua percorrendo o rego até chegar...

Agora chega desse exercício, vamos para os agachamentos, ele disse em tom autoritário. Subindo... Descendo... Mais força nessa perna! Mais um que você aguenta! Agora ela estava de frente para ele, olhos nos olhos e imaginou-se sentando sobre ele... Subindo... Descendo... Olhos nos olhos e assim suas coxas iam ficando cada vez mais poderosas. Mais rápido, mais rápido, está muito devagar! E ela se esbaforia para tentar corresponder ao que ele ordenava, mas ele sempre exigia mais e mais e mais....

Na semana seguinte, comprou uma roupa nova, mais justa e sexy, ligeiramente transparente, para ver se ele teria alguma reação. Será que ele vai ficar olhando? Enquanto ele demonstrava um novo tipo de abdominal, ela pode deleitar-se com uma visão privilegiada de suas coxas super-definidas, que escapavam do short nos movimentos de vai-e-vem. Pareciam duras como vigas de concreto, mas ao mesmo tempo a pele bronzeada parecia tão suave... Logo começou a imaginar suas mãos acariciando aquelas coxas, sentindo seus pêlos macios e percorrendo o caminho proibido do prazer...

- O que você vai fazer no Fim-de-semana? Ele perguntou.
- Como? Ela respondeu, espantada.
- Se não tiver compromisso, podíamos sair, tomar um chopp ou pegar um cineminha, o que acha?
- Eu sou casada.
- Ah, desculpe, eu não sabia, você não usa aliança...
- É.

E então a aula prosseguiu em silêncio, até o final. Na verdade, ela não era casada. Nem namorado tinha. Mas se saísse com ele, realizaria suas fantasias. E sem as fantasias, que graça teriam aquelas aulas depois? Melhor mesmo que ficasse só na imaginação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Crente

Senhor, dai-me forças para resistir às tentações. E como há tentações nesse mundo, Senhor! Loiras, morenas, negras, orientais, mestiças, altas, baixas, magras, roliças... Senhor, se só podemos ter uma mulher nessa vida, por que fez tantas mulheres tão diferentes? Para que tantas formas, tantas curvas distribuídas em todos esses lugares que nem ouso citar? Por que não fez todas iguais? Iguais a essa que acabou de entrar no ônibus, por exemplo. Com essa bunda tão redonda e que mexe assim cada vez que ela anda. Ai, que bunda perfeita, que obra divina! Ai, e como ela empina quando passa na catraca, assim de lado, se esfregando como se fosse em um homem. Podia ser eu esse homem... Senhor, livrai-me desses pensamentos lascivos. Sei que as mulheres também são suas filhas, Senhor, mas algumas parecem até que foram enviadas por aquele que não se diz o nome. Como essa que acaba de entrar, de saia curta, passando no corredor. Por que as mulheres usam essas saias tão curtas? Minissaia... Microssaia... Que revela as pernas, os joelhos, as coxas. Que coxas! Saradas... Bronzeadas... Com esses pelinhos dourados, Senhor! Quem pode resistir a uma tentação dessas em movimento? E essa que acabou de levantar? Essa que tem esse olhar assim de lado, meio que comendo a gente, mas ao mesmo tempo meio que desprezando... Ai, Senhor, eu não consigo resistir a esse olhar de desprezo! Não aguento mulher que olha assim, com ar de superior, como se os homens fossem criaturas inferiores, como se existissem apenas para servi-las, fazer suas vontades. Ai Senhor, mulher bonita quando quer dominar, não há quem resista! Me olhou como se fosse um vermezinho... Que ela pudesse esmagar, pisar sem dó até transformar em uma meleca e depois ainda raspar a sandália no chão para tirar os restos nojentos. Sandália aberta, de salto alto... Com esses pezinhos lindos, com as unhas pintadas de vermelho. Senhor, pé com unha vermelha não há mortal que resista! Assim fica mais difícil, mas sei que é uma provação e tenho que ser forte. Senhor, por que variar tanto as tentações? E essa de saia comprida? Essa com sapato de salto. Salto fininho... Que parece uma agulha de tão pontudo. Eu não resisto a salto fino. Imagina ela me pisando! Andando em cima de mim com esse salto. Eu deitado no chão olhando por baixo dessa saia... O que será que ela usa por baixo da saia? Será uma dessas calcinhas minúsculas que as mulheres descaradas usam? Dessas que são só um fiozinho atrás. Fio-dental... Valha-me Deus, que isso só pode ser invenção daquele que não ouso sequer pensar o nome! Uma vez vi na vitrine de uma loja uma que tinha um pom-pom atrás. Parecia um rabinho de coelho. Todo peludinho... Imagina como ficaria essa bunda com o rabinho de coelho... É muita tentação, Senhor, não bastasse a criação da natureza ainda vem o homem e inventa mais coisa, pra piorar. Nossa, mas essa que entrou agora supera todas as outras.Senhor, essa deve ser melhor que a Eva (quando ele era criança e até durante a dolescência, passava muito tempo admirando as pinturas que retratavam cenas do paraíso e apresentavam Eva nua, que sempre foram muito inspiradoras...). É a encarnação do paraíso, Senhor, que tentação é essa? Olha essas coxas duras, essa bunda redonda. E esse cabelo, sedoso, que dá vontade de passar a mão e ficar alisando o dia inteiro. E essa cintura tão fina, amarrada por essa cordinha. A cordinha separando a bunda dos peitos... Peitos duros e empinados... Cheios... E dá até pra ver os bicos através do sutiã. Bicos duros... Que delícia deve ser chupar esses bicos enormes... Encher a boca com esses peitões. E enfiar o nariz no meio dessa bunda! Quem criou essa mulher? Senhor, que tentação é essa? Só pode ser obra divina. Se é obra divina, não pode ser pecado!
– Moça... Moça!
– O que é?
– Quer casar comigo?
– Vai te catar, mané!
Senhor, dai-me forças para resistir às tentações...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Corninho

- Que mancha roxa é essa aí? - Ele perguntou em tom áspero à esposa.
- É de uma mordida.
- Quem mordeu?
- Um cara aí.
- Que cara? Quero saber.
- Um cara que eu conheci na noite passada.
- Como você conheceu?
- Encontrei na balada.
- Ah é? E que balada é essa que eu não estou sabendo?
- Eu fui ontem, depois que você dormiu.
- Resolveu ir assim, do nada?
- Minhas amigas chamaram para ir a uma boate e eu fui com elas.
- Estava cheia a boate?
- Sim, havia muitos homens lá.
- E eles olhavam para você?
- Sim, muitos olhavam e eu retribuía.
- Como você sabe que estavam olhando para você?
- Ah, porque faziam gestos quando eu olhava.
- Que gestos?
- Piscavam, mandavam beijos, passavam a língua pelos lábios...
- E você retribuía?
- Só àqueles que eu achei atraentes.
- Que tipo de homem você acha atraente?
- Altos, fortes, jovens... Havia muitos assim.
- Você beijou algum deles?
- Beijei, mas um deles eu não gostei muito.
- Foi esse o que te mordeu?
- Não, o que me mordeu estava atrás do que eu estava beijando. Ficou me olhando enquanto eu beijava.
- Olhando como?
- Estava com um copo na mão, parou atrás do cara e ficou me olhando fixamente. Quando eu abria os olhos, ele piscava e sorria. Depois passou a língua pela borda do copo, como se quisesse me lamber...
- E você, o que fez?
- No início não dei bola, mas depois comecei a rir quando vi que ele estava imitando minha cara de quem não estava gostando...
- E o que ele fez quando você começou a rir?
- Passou a língua no lábio superior e fez um gesto obsceno.
- Como assim? Que gesto?
- Ah, aquele gesto em que a língua faz um vai-e-vem bem rápido, nos lábios, fazendo um barulhinho... Como se quisesse me chupar... Bem obsceno...
- Sei, sei... E aí, o que você fez?
- Eu mandei um beijo, passei a língua bem de leve nos lábios, depois mordi o lábio inferior e dei uma piscada.
- E ele?
- Ah, aí ele passou a mão no pau, sobre a calça jeans. Estava visivelmente ereto.
- E era grande?
- Sim, muito. Dava pra ver através do jeans.
- Você ficou excitada?
- Sim fiquei excitada ao ver o tamanho do pau dele.
- E o que você fez?
- Disse para o cara com quem eu estava que precisava ir ao banheiro.
- E aí?
- Passei pelo outro cara e dei uma roçadinha nele.
- Como assim?
- Quando passei por ele, virei de costas, empinei a bunda em sua direção e encostei de leve no pau dele enquanto passava. Deu pra sentir bem a rigidez.
- E ele, o que fez?
- Ele segurou meu braço e não me deixou seguir.
- O que você fez?
- Eu puxei o braço, escapei e saí correndo.
- Ele te seguiu?
- Seguiu e quando me alcançou me prensou na parede.
- Prensou?
- Segurou meus dois punhos para cima e me beijou com força.
- Você correspondeu?
- Eu cedi completamente, estava muito excitada.
- E o que ele fez?
- Ele me convidou para ir ao seu apartamento e eu fui.
- Foi fazer o que no apartamento dele?
- Fui transar.
- E você deu pra ele assim, logo que chegou?
- Já começamos no elevador do prédio, ele me pegou por trás, levantou minha saia e meteu a mão. Eu gozei nessa hora...
- E acabou aí?
- Não, depois continuamos dentro do apartamento.
- Em que posição vocês transaram?
- Primeiro de costas, eu com as mãos apoiadas no sofá da sala. Assim que entramos ele já arrancou a calça e foi metendo.
- E depois?
- Depois fomos para a cama e ele me comeu de frente, depois de lado... depois me pôs de quatro e aí gozou.
- Você gozou também?
- Gozei duas vezes, uma na sala e uma na cama.
- Gozou mais do que goza comigo?
- Não, amor, você sabe que com você eu gozo muito mais e bem mais gostoso...
- Ai amor, eu fico tão excitado com essas histórias que você inventa... Olha como meu pau está duro... Mas bem que uma vez podia ser de verdade, né?