domingo, 15 de fevereiro de 2009

A calcinha

Era uma calcinha vermelha, dessas bem pequenas. Desse tipo que não cobre nada atrás, tem só um fiozinho que fica enfiado na bunda. E um coração de pedrinhas brilhantes, unindo as três pontas do fio. Era uma calcinha que ela jamais usaria. Não por pudor ou preconceito, mas porque não achava que calcinhas "fio-dental" fossem adequadas ao seu tipo físico. Há que se manter a elegância! Sua bunda era magrinha, assim, meio achatada, dessas quase sem rego. Não que fosse muito feia, mas também não era desse tipo de bunda que chama a atenção. Era uma bunda... insignificante. Na verdade, ela não gostava mesmo da sua bunda e por isso não usava esse tipo de calcinha. Jamais usaria uma calcinha de renda vermelha, fio-dental, com coração de strass, como a que achou no bolso do paletó do marido. O primeiro impulso foi esfregar a calcinha na cara do safado e perguntar: De quem é isso? Há quanto tempo vocês têm um caso? E em seguida pedir o divórcio. Após 24 anos de casamento. Quase bodas de prata. Festa preparada, organizada pelos filhos. Imagina a reação dos filhos! Convites enviados... Achou melhor não dizer nada por enquanto. Homem sempre mente. Era capaz de inventar uma desculpa. Melhor que ele não soubesse que ela sabia. Uma vez dito, não pode ser desdito então é melhor ficar quieta até pensar em um plano melhor. E guardou a calcinha novamente no bolso do paletó.

No dia seguinte, depois que ele saiu, foi lá conferir e a calcinha não estava. Ele levou o paletó e a calcinha no bolso. Desgraçado, certamente vai encontrar a vadia! Como será ela? Para usar uma calcinha assim deve ter uma bunda incrível. E ficou imaginando a bunda da vagabunda: Dura, empinada, farta. Redonda, cheia, lisa. Glútea, brilhante, perfeita! Dessas que todo homem vira a cara para olhar. Dessas de mulata-de-escola-de-samba-globeleza. Dessas que engolem uma calcinha inteira... Sobra só o coraçãozinho em cima, o resto fica perdido no meio das entranhas. Sabe-se lá até onde se enfia esse tipo de calcinha! Ela não sabia, nunca usou.

Podia ver o marido olhando aquela bunda enorme com a calcinha enfiada. Ajoelhado, babando, rastejando, apalpando a bunda indecente. E a bunda rebolando. Aquela bunda que era muito melhor que a sua. Imaginou sua bunda ínfima ao lado da bunda poderosa, o marido apalpando as duas bundas, uma com cada mão, as duas lado-a-lado. A outra rebolando cada vez mais rápido e a sua completamente travada. A outra dançando funk: Abaixando e rebolando... Levantando e rebolando. A sua cada vez mais tímida. E o marido apalpando as duas. Começou a chorar pela tristeza da sua bunda inóspita e pelos quase 25 anos de casamento jogados no ralo do esgoto.

Devia ser burra, a fulana. Porque, com uma bunda dessas, podia arrumar coisa melhor que o seu marido. Bem melhor, e não era difícil. Vai ver que é pobre, a coitada. Dessas pilantras que querem dar golpe em otário. Porque para querer um senhor barrigudo, careca e de bigode amarelado pelo péssimo hábito de fumar cachimbo, só mesmo se estiver interessada no dinheiro. Fazem o cara ficar louco, tiram tudo o que tem e depois caem fora com um amante saradão. Às vezes o amante até dá surra no otário. Merecida essa surra, otário que trai esposa decente tem mais é que apanhar mesmo! Imaginou o velho safado levando porrada do malandro sarado. Bem saradão... Depois o marido voltando com a cara lavada, pedindo perdão para ela. Ah, isso ela não ia aceitar! Nem que ele peça de joelhos. Implore. Nem que se humilhe. Rasteja seu imundo, volta pra lama de onde veio, que lá é o seu lugar!

Engoliu as lágrimas e decidiu tirar a história a limpo. Não ia esperar a vagabunda consumir toda a sua vida. Tomou um banho, vestiu uma roupa decente e foi em direção ao escritório dele. Será que é lá que ele encontra a vadia? Era advogado e trabalhava sozinho. Podia apalpar quantas bundas quisesse em horário comercial, sem ninguém notar. Desgraçado! E sempre fazendo pose de homem honesto, marido exemplar. Belo exemplo de cafajeste, fazendo orgias no escritório. Sabe-se lá que tipo de antro era aquilo. E a tal secretária nova? Será que a bunda era da secretária? Ela não a conhecia. Só podia ser ela! Tinha uma voz rouca. Voz de disque-sexo. Voz de vagabunda. Dessas que ficam empinando a bunda e falando coisas indecentes para os homens, fazendo cara de safada, com o dedo na boca. Imaginou a secretária loira, com o cabelo até a cintura, quase chegando no coração da calcinha, deitada de bruços em cima da mesa do marido e falando indecências ao telefone. E o marido passando a mão na bunda.

Levou a cópia da chave que o marido deixava em casa. Entrou no escritório sorrateiramente, a secretária não estava na recepção. Tudo em silêncio. Na porta da sala dele um aviso de "não perturbe". É agora! Abriu bem devagar uma frestinha na porta e encostou um olho. Algo se movia. Viu de relance uma parte da calcinha. Depois viu uma bunda na calcinha. A bunda se moveu e saiu do seu campo de visão. Tremendo dos pés à cabeça, soltou um grito lancinante e abriu a porta de uma vez.

Ao ouvir o grito da mulher, a secretária voltou correndo do banheiro. Era uma senhora baixinha e atarracada, que tinha uma pinta preta sobre o lábio superior e usava óculos pesados. Ao entrar na sala, deparou-se com uma mulher trêmula e estupefata, gritando histericamente diante do seu chefe, aquele senhor barrigudo, careca e de bigode amarelado, quase nu, vestido apenas com uma calcinha vermelha. Fio-dental.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dia de Personal

Toda segunda era dia de malhar, logo cedo. Para ela, a semana começava assim. Levantou ao primeiro toque do despertador, tomou um banho demorado, prendeu cuidadosamente os cabelos, passou um batom leve, depois vestiu a roupa justinha e olhou-se no espelho. "Cada vez melhor", pensou. E tudo graças ao treino que vinha fazendo há quase um ano.

A campainha tocou, era o personal! Mas por que ela estava tão animada? Para fazer exercícios, logo na segunda-feira de manhã? Claro que não! Ela estava animada porque estaria com seu Personal Trainer novamente e ele era lindo. Moreno, alto, o corpo esculpido em músculos perfeitos. Um verdadeiro Deus grego! E além de ser lindo-maravilhoso ele era simpático. E meigo! Tinha o olhar um pouco ingênuo que era o que mais a encantava. Ele era mesmo tudo de bom e por isso ela acordava tão cedo e tão animada às segundas-feiras para recebê-lo.

Abriu a porta e ele entrou com seu sorriso encantador, cheio de dentes perfeitos. Cumprimentou-a com um beijinho e logo iniciaram o treino. Sempre que podia, ela dava uma mirada discreta em alguma parte do corpo dele. Tinha uma tatuagem no ombro que às vezes dava para entrever pela camiseta. Durante os exercícios abdominais, a cada vez que subia tentava ver a tatuagem e ficava imaginando como seria lamber aquele ombro musculoso. Começaria lambendo a tatuagem em movimentos circulares, passando pelo pescoço, indo em direção àquele maravilhoso tríceps, passando depois pelo bíceps perfeito de atleta e de lá sua lingua seguiria ávida até o tórax... hummmm... Mas agora os músculos que importavam mesmo eram os abdominais: Os dela. E ela subia e descia, sofridamente, enquanto ele contava seus movimentos e ordenava que continuasse. Como não obecer às ordens de um deus! E assim sua barriguinha ia ficando cada vez mais definida. Mais um, mais um, nada de moleza! Que dor, que cansaço, que nada! Vamos lá que você aguenta! Ele dizia. E ela subia e descia. Continua! Não vai parar agora! Mais um que você aguenta! E ela obedecia...

Depois ele resolveu dar ênfase nos glúteos e coxas. Ela nem fazia muita questão, achava que essa parte já estava boa, mas ele insistiu. Ela ficou imaginando que talvez ele quisesse deixá-la mais gostosa. Por que ele iria querer isso? Seriam recíprocos seus desejos lascivos? Apoiada de quatro no chão, ela subia e descia as pernas e ficou pensando se ele olhava para sua bunda. E quanto mais achava que ele poderia desejá-la, mais se empenhava nos movimentos. Subindo... Descendo... Chega de moleza, vamos lá! Levanta essa perna direito, mais alto! Ele dizia. E ela imaginava ele chegando por trás e agarrando seus quadris com aquelas mãos enormes e poderosas. E as mesmas mãos abaixando sua calça pra que a boca pudesse beijar suas nádegas, a língua percorrendo o rego até chegar...

Agora chega desse exercício, vamos para os agachamentos, ele disse em tom autoritário. Subindo... Descendo... Mais força nessa perna! Mais um que você aguenta! Agora ela estava de frente para ele, olhos nos olhos e imaginou-se sentando sobre ele... Subindo... Descendo... Olhos nos olhos e assim suas coxas iam ficando cada vez mais poderosas. Mais rápido, mais rápido, está muito devagar! E ela se esbaforia para tentar corresponder ao que ele ordenava, mas ele sempre exigia mais e mais e mais....

Na semana seguinte, comprou uma roupa nova, mais justa e sexy, ligeiramente transparente, para ver se ele teria alguma reação. Será que ele vai ficar olhando? Enquanto ele demonstrava um novo tipo de abdominal, ela pode deleitar-se com uma visão privilegiada de suas coxas super-definidas, que escapavam do short nos movimentos de vai-e-vem. Pareciam duras como vigas de concreto, mas ao mesmo tempo a pele bronzeada parecia tão suave... Logo começou a imaginar suas mãos acariciando aquelas coxas, sentindo seus pêlos macios e percorrendo o caminho proibido do prazer...

- O que você vai fazer no Fim-de-semana? Ele perguntou.
- Como? Ela respondeu, espantada.
- Se não tiver compromisso, podíamos sair, tomar um chopp ou pegar um cineminha, o que acha?
- Eu sou casada.
- Ah, desculpe, eu não sabia, você não usa aliança...
- É.

E então a aula prosseguiu em silêncio, até o final. Na verdade, ela não era casada. Nem namorado tinha. Mas se saísse com ele, realizaria suas fantasias. E sem as fantasias, que graça teriam aquelas aulas depois? Melhor mesmo que ficasse só na imaginação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Crente

Senhor, dai-me forças para resistir às tentações. E como há tentações nesse mundo, Senhor! Loiras, morenas, negras, orientais, mestiças, altas, baixas, magras, roliças... Senhor, se só podemos ter uma mulher nessa vida, por que fez tantas mulheres tão diferentes? Para que tantas formas, tantas curvas distribuídas em todos esses lugares que nem ouso citar? Por que não fez todas iguais? Iguais a essa que acabou de entrar no ônibus, por exemplo. Com essa bunda tão redonda e que mexe assim cada vez que ela anda. Ai, que bunda perfeita, que obra divina! Ai, e como ela empina quando passa na catraca, assim de lado, se esfregando como se fosse em um homem. Podia ser eu esse homem... Senhor, livrai-me desses pensamentos lascivos. Sei que as mulheres também são suas filhas, Senhor, mas algumas parecem até que foram enviadas por aquele que não se diz o nome. Como essa que acaba de entrar, de saia curta, passando no corredor. Por que as mulheres usam essas saias tão curtas? Minissaia... Microssaia... Que revela as pernas, os joelhos, as coxas. Que coxas! Saradas... Bronzeadas... Com esses pelinhos dourados, Senhor! Quem pode resistir a uma tentação dessas em movimento? E essa que acabou de levantar? Essa que tem esse olhar assim de lado, meio que comendo a gente, mas ao mesmo tempo meio que desprezando... Ai, Senhor, eu não consigo resistir a esse olhar de desprezo! Não aguento mulher que olha assim, com ar de superior, como se os homens fossem criaturas inferiores, como se existissem apenas para servi-las, fazer suas vontades. Ai Senhor, mulher bonita quando quer dominar, não há quem resista! Me olhou como se fosse um vermezinho... Que ela pudesse esmagar, pisar sem dó até transformar em uma meleca e depois ainda raspar a sandália no chão para tirar os restos nojentos. Sandália aberta, de salto alto... Com esses pezinhos lindos, com as unhas pintadas de vermelho. Senhor, pé com unha vermelha não há mortal que resista! Assim fica mais difícil, mas sei que é uma provação e tenho que ser forte. Senhor, por que variar tanto as tentações? E essa de saia comprida? Essa com sapato de salto. Salto fininho... Que parece uma agulha de tão pontudo. Eu não resisto a salto fino. Imagina ela me pisando! Andando em cima de mim com esse salto. Eu deitado no chão olhando por baixo dessa saia... O que será que ela usa por baixo da saia? Será uma dessas calcinhas minúsculas que as mulheres descaradas usam? Dessas que são só um fiozinho atrás. Fio-dental... Valha-me Deus, que isso só pode ser invenção daquele que não ouso sequer pensar o nome! Uma vez vi na vitrine de uma loja uma que tinha um pom-pom atrás. Parecia um rabinho de coelho. Todo peludinho... Imagina como ficaria essa bunda com o rabinho de coelho... É muita tentação, Senhor, não bastasse a criação da natureza ainda vem o homem e inventa mais coisa, pra piorar. Nossa, mas essa que entrou agora supera todas as outras.Senhor, essa deve ser melhor que a Eva (quando ele era criança e até durante a dolescência, passava muito tempo admirando as pinturas que retratavam cenas do paraíso e apresentavam Eva nua, que sempre foram muito inspiradoras...). É a encarnação do paraíso, Senhor, que tentação é essa? Olha essas coxas duras, essa bunda redonda. E esse cabelo, sedoso, que dá vontade de passar a mão e ficar alisando o dia inteiro. E essa cintura tão fina, amarrada por essa cordinha. A cordinha separando a bunda dos peitos... Peitos duros e empinados... Cheios... E dá até pra ver os bicos através do sutiã. Bicos duros... Que delícia deve ser chupar esses bicos enormes... Encher a boca com esses peitões. E enfiar o nariz no meio dessa bunda! Quem criou essa mulher? Senhor, que tentação é essa? Só pode ser obra divina. Se é obra divina, não pode ser pecado!
– Moça... Moça!
– O que é?
– Quer casar comigo?
– Vai te catar, mané!
Senhor, dai-me forças para resistir às tentações...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Corninho

- Que mancha roxa é essa aí? - Ele perguntou em tom áspero à esposa.
- É de uma mordida.
- Quem mordeu?
- Um cara aí.
- Que cara? Quero saber.
- Um cara que eu conheci na noite passada.
- Como você conheceu?
- Encontrei na balada.
- Ah é? E que balada é essa que eu não estou sabendo?
- Eu fui ontem, depois que você dormiu.
- Resolveu ir assim, do nada?
- Minhas amigas chamaram para ir a uma boate e eu fui com elas.
- Estava cheia a boate?
- Sim, havia muitos homens lá.
- E eles olhavam para você?
- Sim, muitos olhavam e eu retribuía.
- Como você sabe que estavam olhando para você?
- Ah, porque faziam gestos quando eu olhava.
- Que gestos?
- Piscavam, mandavam beijos, passavam a língua pelos lábios...
- E você retribuía?
- Só àqueles que eu achei atraentes.
- Que tipo de homem você acha atraente?
- Altos, fortes, jovens... Havia muitos assim.
- Você beijou algum deles?
- Beijei, mas um deles eu não gostei muito.
- Foi esse o que te mordeu?
- Não, o que me mordeu estava atrás do que eu estava beijando. Ficou me olhando enquanto eu beijava.
- Olhando como?
- Estava com um copo na mão, parou atrás do cara e ficou me olhando fixamente. Quando eu abria os olhos, ele piscava e sorria. Depois passou a língua pela borda do copo, como se quisesse me lamber...
- E você, o que fez?
- No início não dei bola, mas depois comecei a rir quando vi que ele estava imitando minha cara de quem não estava gostando...
- E o que ele fez quando você começou a rir?
- Passou a língua no lábio superior e fez um gesto obsceno.
- Como assim? Que gesto?
- Ah, aquele gesto em que a língua faz um vai-e-vem bem rápido, nos lábios, fazendo um barulhinho... Como se quisesse me chupar... Bem obsceno...
- Sei, sei... E aí, o que você fez?
- Eu mandei um beijo, passei a língua bem de leve nos lábios, depois mordi o lábio inferior e dei uma piscada.
- E ele?
- Ah, aí ele passou a mão no pau, sobre a calça jeans. Estava visivelmente ereto.
- E era grande?
- Sim, muito. Dava pra ver através do jeans.
- Você ficou excitada?
- Sim fiquei excitada ao ver o tamanho do pau dele.
- E o que você fez?
- Disse para o cara com quem eu estava que precisava ir ao banheiro.
- E aí?
- Passei pelo outro cara e dei uma roçadinha nele.
- Como assim?
- Quando passei por ele, virei de costas, empinei a bunda em sua direção e encostei de leve no pau dele enquanto passava. Deu pra sentir bem a rigidez.
- E ele, o que fez?
- Ele segurou meu braço e não me deixou seguir.
- O que você fez?
- Eu puxei o braço, escapei e saí correndo.
- Ele te seguiu?
- Seguiu e quando me alcançou me prensou na parede.
- Prensou?
- Segurou meus dois punhos para cima e me beijou com força.
- Você correspondeu?
- Eu cedi completamente, estava muito excitada.
- E o que ele fez?
- Ele me convidou para ir ao seu apartamento e eu fui.
- Foi fazer o que no apartamento dele?
- Fui transar.
- E você deu pra ele assim, logo que chegou?
- Já começamos no elevador do prédio, ele me pegou por trás, levantou minha saia e meteu a mão. Eu gozei nessa hora...
- E acabou aí?
- Não, depois continuamos dentro do apartamento.
- Em que posição vocês transaram?
- Primeiro de costas, eu com as mãos apoiadas no sofá da sala. Assim que entramos ele já arrancou a calça e foi metendo.
- E depois?
- Depois fomos para a cama e ele me comeu de frente, depois de lado... depois me pôs de quatro e aí gozou.
- Você gozou também?
- Gozei duas vezes, uma na sala e uma na cama.
- Gozou mais do que goza comigo?
- Não, amor, você sabe que com você eu gozo muito mais e bem mais gostoso...
- Ai amor, eu fico tão excitado com essas histórias que você inventa... Olha como meu pau está duro... Mas bem que uma vez podia ser de verdade, né?