Ele chegou correndo, abriu a porta com força, parecia exausto e assustado. Estava ofegante e gritou em um único fôlego:
- Querida, finalmente eles me libertaram!
Ela veio da cozinha, para ver o que estava acontecendo. Ele já estava jogado no sofá, todo suado e respirando com dificuldade.
- O que houve? - Ela perguntou calmamente.
- Fui abduzido - Ele disse baixinho, como quem conta um segredo - Mas não se preocupe, agora já está tudo bem.
- Ah, é? Como foi isso?
- Eram ETs, de um planeta desconhecido.
- O que eles vieram fazer na Terra?
- Vieram capturar seres humanos para suas pesquisas. Eles me pegaram quando eu estava vindo para casa. Era uma nave enorme, eles me puxaram com um raio e me levaram para dentro da nave. De lá fomos para esse outro planeta. Eu não sei quanto tempo demorou, perdi a noção do tempo. Quanto tempo estive fora?
- Só algumas horas. Eu nem fiquei preocupada...
- Você não poderia imaginar o que estava acontecendo!
- E esse cheiro de cerveja?
- Eles me deram um copo e me obrigaram a tomar. Era um líquido parecido com cerveja, mas um pouco diferente. Não estava bem gelada...
- Ah, que coisa estranha. Capturar um ser humano para obrigá-lo a beber cerveja. Qual seria o objetivo disso?
- Eles queriam conhecer os hábitos e desejos dos homens da Terra. Mas a cerveja tinha algum componente estranho, tipo um soro da verdade.
- E para que lhe deram soro da verdade?
- Ah, eles queriam saber quais seriam os verdadeiros desejos de um homem da Terra. Após beber a cerveja, apareceu um carro à minha frente. Era uma Ferrari vermelha, linda!
- Nossa, como eles tinham uma Ferrari lá?
- Ah, isso eu não sei, mas eu gostei de entrar no carro. Eu podia ligar o motor, acelerar e mover a direção, mas o carro não saia do lugar.
- E você ficou com medo?
- Nessa hora até que não, eu estava me divertindo!
- Ah é? E depois, acabou a diversão?
-Depois começou a ficar angustiante. Começaram a sair cintos de segurança de todos os lados: Primeiro um cinto comum, que desceu e fechou automaticamente. Depois veio outro, de baixo para cima que subiu até o pescoço e prendeu dos dois lados da minha cabeça. Aí veio um por trás, que ia se enrolando em meu corpo e me deixou completamente imobilizado. Então eu fiquei totalmente amarrado e só conseguia mover a cabeça.
- Imagino que isso tenha sido bem angustiante.
- Sim, bastante. Eu comecei a gritar e logo veio uma mulher. Ela tinha um tom bem autoritário. Disse para eu calar a boca e obedecer às suas ordens senão seria punido.
- Uma mulher? Como ela era?
- Era bonita. Claro que não tanto quanto você, querida! Mas era bem bonita sim. Tinha uns vinte e cinco anos, loira, com uns peitões bem empinados e uma bundona redonda. Usava uma roupa de couro bem agarrada e decotada, tipo a mulher-gato do Batman.
- Hum... E o que mais ela fez?
- Disse que eu estava agindo como um idiota ali dentro daquele carro. Quando eu retruquei ela me deu um tapa na boca e logo em seguida um beijo. Eu juro que não podia fazer nada para evitar! Então ela perguntou se eu queria mais alguma coisa, com um sorriso cínico.
- E o que você respondeu?
- Eu pedi mais uma cerveja. Aí ela deu uma abaixadinha e eu vi os peitões como que saltando para fora da roupa. Eram mesmo muito grandes.... Mas eu juro que olhei sem querer! Depois ela virou de costas e saiu rebolando. A roupa era muito colada, dava para ver a marca da calcinha, minúscula...
- Sei.
- Foi só isso, ela ia e vinha trazendo as cervejas, abaixava para me dar a cerveja na boca, eu via os peitões... Às vezes ela derramava cerveja nos peitões e me obrigava a lamber... Eu tinha que obedecer, estava imobilizado, totalmente à mercê dela.
- E você estava sozinho lá?
- Não, tinha outros caras também... E tinha também um telão passando jogo de futebol. O Corinthians ganhou...
- Seu palhaço, sua imaginação fica mesmo muito fértil quando você bebe! Por que não disse logo que estava no boteco da esquina assistindo ao jogo do Corinthians?
terça-feira, 1 de março de 2011
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